segunda-feira, 31 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A união faz o futuro

A famigerada individualidade que teimamos em praticar no dias de hoje vai de encontro ao que a sustentabilidade mais precisa: a união praticada silenciosamente por cada um. A despeito das controvérsias, minutinhos a menos no banho, torneiras sem goteira e um pouco de rigidez na hora de lavar louça, faz TODA a diferença.
A pesquisa publicada no site da empresa Sabesp (www.sabesp.com.br) traz dados e dicas super interessantes para deixarmos nossos hábitos mais inteligentes:

“De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia

No banheiro

Hora do banho

Banho de ducha por 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 135 litros de água. Se fecharmos o registro, ao se ensaboar, e reduzimos o tempo para 5 minutos, o consumo cai para 45 litros.
No caso de banho com chuveiro elétrico, também em 15 minutos com o registro meio aberto, são gastos 45 litros na residência. Com os mesmos cuidados que com a ducha, o consumo cai para 15 litros.

Ao escovar os dentes

Se uma pessoa escova os dentes em cinco minutos com a torneira não muito aberta, gasta 12 litros de água. No entanto, se molhar a escova e fechar a torneira enquanto escova os dentes e, ainda, enxaguar a boca com um copo de água, consegue economizar mais de 11,5 litros de água.

Lavar o rosto

Ao lavar o rosto em um minuto, com a torneira meio aberta, uma pessoa gasta 2,5 litros de água. A dica é não demorar. 
O mesmo vale para barbear. Em 5 minutos gastam-se 12 litros de água. Com economia o consumo cai para 2 a 3 litros.






Descarga e vaso sanitário
Não use a privada como lixeira ou cinzeiro e nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água. Uma bacia sanitária com a válvula e tempo de acionamento de 6 segundos gasta de 10 a 14 litros. Bacias sanitárias de 6 litros por acionamento (fabricadas a partir de 2001) necessitam um tempo de acionamento 50% menor para efetuas a limpeza, neste caso pode-se chegar a volumes de 6 litros por descarga.  Quando a válvula está defeituosa, pode chegar a gastar até 30 litros. Mantenha a válvula da descarga sempre regulada e conserte os vazamentos assim que eles forem notados.
Lugar de lixo é no lixo. Jogando no vaso sanitário você pode entupir o encanamento. E o pior é que o lixo pode voltar pra sua casa.





Na cozinha


Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e, só aí, abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo que tem que ser lavado e, então, abra a torneira novamente para novo enxágüe. Só ligue a máquina de lavar louça quando ela estiver cheia.
Numa casa, lavando louça com a torneira meio aberta em 15 minutos, são utilizados 117 litros de água. Com economia o consumo pode chegar a 20 litros. 
Uma lavadora de louças com capacidade para 44 utensílios e 40 talheres gasta 40 litros. O ideal é utilizá-la somente quando estiver cheia.
Na higienização de frutas e verduras utilize cloro ou água sanitária de uso geral (uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos). Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível.
Você sabia que ao se utilizar um copo de água, são necessários pelo menos outros 2 copos de água potável  para lavá-lo. Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância.



Área de serviço

Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez.
Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana.
Se na sua casa as roupas são lavadas no tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. E aproveite esta última água para lavar o quintal ou a área de serviço.
Ao lavar a roupa, aproveite a água do tanque ou máquina de lavar e lave o quintal ou a calçada, pois a água já tem sabão.



Lavar roupa

No tanque, com a torneira aberta por 15 minutos, o gasto de água pode chegar a 279 litros. O melhor é deixar acumular roupa, colocar a água no tanque para ensaboar e manter a torneira fechada. E que tal aproveitar a água do enxágüe para lavar o quintal? 
A lavadora de roupas com capacidade de 5 quilos gasta 135 litros. O ideal é usá-la somente com a capacidade total.



Jardim e piscina

Use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira. 
Ao molhar as plantas durante 10 minutos o consumo de água pode chegar a 186 litros. Para economizar, a rega durante o verão deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã. Mangueira com esguicho-revólver também ajuda. Assim, pode-se chegar a uma economia de 96 litros por dia!
Se você tem uma piscina de tamanho médio exposto ao sol e à ação do vento, você perde aproximadamente 3.785 litros de água por mês por evaporação, o suficiente para suprir as necessidades de água potável (para beber) de uma família de 4 pessoas por cerca de um ano e meio aproximadamente, considerando o consumo médio de 2 litros / habitante / dia. Com uma cobertura (encerado, material plástico), a perda é reduzida em 90%.





Calçada e carro

Adote o hábito de usar a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa. Lavar calçada com a mangueira é um hábito comum e que traz grandes prejuízos. Em 15 minutos são perdidos 279 litros de água.

Se houver uma sujeira localizada, use a técnica do pano umedecido com água de enxágüe da roupa ou da louça.

Use um balde e um pano para lavar o carro ao invés de uma mangueira. Se possível, não o lave durante a estiagem (época do ano em que chove menos).

Muita gente gasta até 30 minutos ao lavar o carro. Com uma mangueira não muito aberta, gastam-se 216 litros de água. Com meia volta de abertura, o desperdício alcança 560 litros. Para reduzir, basta lavar o carro somente uma vez por mês com balde. Nesse caso, o consumo é de apenas 40 litros.”




quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Desliga Essa Motosserra!

Voluntários do Greenpeace Recife no Ponto Verde na frente do Parque Dois Irmãos (16/10/11).
   O Código Florestal vigente é uma forma de trazer mais segurança para as florestas brasileiras, todavia o Novo Código Florestal é uma afronta ao que já se foi conquistado até hoje, no Brasil, em pró da preservação de nossa flora e fauna. 
   A reforma do Código Florestal, se for aceita, trará muitos danos tanto para o Brasil como para o planeta em geral, pois irá diminuir a proteção das Áreas de Preservação Permanente (APP), irá anistiar crimes ambientais cometidos por fazendeiros/latifundiários desonestos, irá aumentar o limite legal de desmatamento permitido para os fazendeiros em 30%, além de tratar igualmente pequenos e grandes agricultores, fato que trás problemas para os pequenos agricultores devido a diferença de recursos que eles têm em comparação à grandes fazendeiros. 
   Foi pensando nas consequências drásticas que esse Novo Código Florestal irá trazer que voluntários do Greenpeace Recife, nas manhãs de sábado (15/10) e domingo (16/10), fizeram Ponto Verde no Parque da Jaqueira e no Parque Dois Irmãos nos respectivos dias divulgando a campanha 'Desliga Essa Motosserra'. Visando uma conscientização da população, procurando dar explicações sobre o Código e também um olhar mais crítico na análise dessas tais mudanças, fazendo com que percebessem que tudo está sendo baseado em interesses ruralistas.
Conscientização e recolhimento de assinaturas da população por voluntários do Greenpeace Recife no Parque da Jaqueira (15/10/11).
   Além disso, foram recolhidas assinaturas para uma Petição, que será mostrada ao governo, com o interesse de mostrar que a sociedade está vendo os acontecimentos e está contra a mudança do Código Florestal. Tudo isso, visando a mudança de partes do Código e o acréscimo de outros pontos, favoráveis a pura e legítima preservação das nossas florestas, que está para ser analisado no Senado Brasileiro.
   Se você também acredita que o reforma do Código Florestal é danosa para o planeta, participe, se informe, proteste, não fique parado. Proteger as florestas não é uma opção! Acesse: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Amazonia/Pagina-Codigo-Florestal/ e faça acontecer.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Recife em movimento!

                                                             Recife, 24 de Setembro


O Moving Planet é uma campanha internacional que já ganhou adeptos de vários países ao redor do planeta. O lema é mover-se. Unido, o mundo precisa desenvolver soluções simples para preservar o que ainda não foi destruído. O emblema dessa campanha é o número 350 (partes por milhões de CO2). Segundo os cientistas essa é a média limite que o planeta pode  emitir para que as consequências do aquecimento global não se tornem mais desastrosas. Muito mais que três dígitos, esse é o símbolo da necessidade da mudança verde que o meio ambiente precisa. 


No dia 24 de Setembro, o Recife se conectou ao resto do mundo e pediu por mais sustentabilidade. Veja um pequeno relato e mais fotos no blog do Moving Planet:

http://world.350.org/brasil/2011/10/03/moving-planet-no-recife/


Confira o vídeo da campanha, serve como uma ótima inspiração:







quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pernambuco na mira dos ambientalistas

Na última terça-feira (12) de setembro, o Estado assinou embaixo de um grande medo dos ambientalistas brasileiros e, por outro lado, uma grande expectativa do governo. Parte do caminho já foi traçado para a instalação da Usina Terméletrica III, no Porto de Suape, administrada pelo Grupo Bertin. A promessa governista é de que a usina será a maior do mundo nesse setor, capaz de produzir 1.452 Megawatts por hora, e poderá gerar seis mil e quinhentos empregos diretos e indiretos. No entanto, a termelétrica será movida a óleo combustível, a matéria prima mais suja dentre os derivados de petróleo usado para produzir energia, além de ser o segundo maior emissor de gases do efeito estufa.  Ou seja, a nova aquisição pernambucana está no topo do ranking dos principais causadores do aquecimento global.
 
No mesmo ano em que o mundo parou para estudar a importância de fontes de energias renováveis (solar, eólica, biomassa) e que o Brasil entra mais firme no debate e reconhecimento internacional, Pernambuco surge na contra mão. A nova Usina do Estado vale, portanto, uma reflexão: em meio a onda verde que se espalha no mundo, do que os pernambucanos podem se orgulhar? Até 2009, segundo o Ibama, restavam apenas 2,5% do que já foi a Mata Atlântica em Pernambuco, além da devastação das suas florestas naturais e seus manguezais; o Rio mais importante do Recife, serve, hoje, mais para depósito que para outros fins;  Estima-se que a Usina Terméletrica Suape II (menor que a nova, já tem 70% de sua obra construída e prevê inauguração em 2012)  emitirá, pelo menos, dois milhões de toneladas de CO2 por ano, um dos gases protagonistas do efeito estufa. Não bastassem tantos deleites, a usina mais suja do mundo chegará ao Cabo de Santo Agostinho.

A novidade do Governo trouxe, também, uma contradição a respeito do seu modo de funcionamento.  Evandro Miessi Mente, diretor-presidente da Star Energy Participações – braço de energias fósseis do Grupo Bertin –, afirmou que a térmica vai gerar energia durante 25% do ano, tempo de sobra para causar danos irreversíveis no meio ambiente. Já na entrevista coletiva dos governistas envolvidos no projeto, ficou clara que a Usina só seria usada em situações emergentes, como no apagão de 2001. Para se ter uma ideia, se a unidade funcionasse ininterruptamente, seriam oito milhões de toneladas de CO2 por ano. 
Esse tipo de instalação industrial, que produz energia através da queima do óleo, não tem mais espaço em países desenvolvidos. No próprio Brasil, já se encontra muitas dificuldades em conseguir licitações no sul e sudeste. A escolha por Pernambuco parece
enfim, mais relacionada com a vulnerabilidade dos seus órgãos ambientais e de fiscalização. Não basta, enfim, ter potencial de sobra em recursos naturais. É preciso ter, no entanto, potencial para saber aproveitá-los.

                                                                             -  Beatriz Braga

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Nova seleção de voluntários!

A seleção será neste sábado (17)! Maiores informações após o preenchimento da ficha de inscrição!



                                                                  -  Ranni Soares

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O Greenpeace lança nova campanha!

                            Deixe as baleias namorarem!

Uma sombra paira sobre os Abrolhos, um imenso banco de coral que dá ao Brasil a honraria de deter, em suas águas territoriais, a mais importante zona de biodiversidade em todo o Atlântico Sul.


Abrolhos, localizado no litoral baiano, é tão relevante, inclusive para a economia pesqueira do Nordeste, que foi lá que o país criou o seu primeiro parque nacional marinho. Isso aconteceu em 1983. De lá para cá, tantas outras coisas aconteceram em Abrolhos, mas nada tão perigoso quanto o que está para acontecer: Abrolhos está muito perto de virar uma zona de exploração de petróleo.

Qualquer acidente pode ser fatal para a exuberante natureza que faz daquela área o seu habitat. Nela, vivem corais que chegam aos mais de 7 mil anos de idade e 1300 espécies, incluindo tartarugas, peixes e aves. Quarenta e cinco delas já estão ameaçadas de extinção.



Entre os frequentadores mais ilustres de Abrolhos estão as baleias jubarte que, vindas da Antártida, todos os meses de julho e agosto, usam as suas águas límpidas, como temperatura média de 24 graus, como uma espécie de suíte nupcial e berçário. É lá que elas se reproduzem e amamentam seus filhotes.


Esse ciclo reprodutivo das jubarte está em rota de risco desde que Abrolhos entrou na alça de mira da indústria do petróleo. O governo já licitou para dez empresas 13 blocos de exploração na região. Um acidente como o do Golfo do México pode ser fatal para a natureza e colocar fim ao turismo e a pesca na região, atividades responsáveis pela sobrevivência de mais de 80 mil pessoas.

É por isso que o Greenpeace Brasil pede ao governo e às empresas uma moratória de 20 anos na exploração de gás e petróleo em Abrolhos. Se você também acha que Abrolhos, pela sua importância como bem natural do país, deve ficar fora dos planos de exploração de petróleo, participe do abaixo-assinado. Ele será entregue aos principais dirigentes das empresas petrolíferas e representantes do governo.






                                                                      Postado por Ranni Soares