domingo, 12 de fevereiro de 2012

Deixem as Baleias Namorarem - 12/02/12

   Abrolhos é uma região de uma vasta riqueza natural, é uma região localizada no litoral Baiano. Lá é o habitat de inúmeras espécies de vertebrados e invertebrados, que vivem na região devido às condições ambientais favoráveis para a vida marinha. Muito importante para a biodiversidade quanto para o turismo, essa região está sob ameaça, pois é alvo de projetos de construções de plataformas para exploração de petróleo. Exploração essa que traz incertezas sobre a segurança, pois a possibilidade de vazamento não pode ser descartada.
   Além de ser o lar de muitas espécies, Abrolhos é a região escolhida pelas baleias jubarte para se acasalarem e se reproduzirem.

   Visando a divulgação da campanha Deixem as Baleias Namorarem, hoje (12) realizamos o primeiro Ponto Verde do Greenpeace Recife, onde a campanha em questão foi abordada. O Ponto Verde ocorreu no Parque da Jaqueira, das 9h às 12h, e pode se observar um grande interesse dos cidadães pelo assunto, principalmente das crianças.

   Durante a atividade, além de dialogar com a população sobre os problemas que a exploração de petróleo na região de Abrolhos poderá trazer, foi informado a possibilidade de assinar uma petição online. Petição essa que visa conseguir uma moratória de 20 anos para a exploração do petróleo e o aumento do Parque Nacional Marinho de 2% para 20%.

E você, já assinou a petição? Não perca tempo: Assine já!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Aprendendo mais sobre técnicas solares

Voluntários do Greenpeace, vindos de vários cantos do Brasil, participaram de uma capacitação em técnicas de aproveitamento da energia solar para diversas utilidades aqui no nosso Acampamento Solar em Nova Santa Rita, Rio Grande do Sul. Este curso, está sendo ministrado pelo professor Michael Gütz, que tem experiência internacional no assunto e pela nossa voluntária e arquiteta Vânia Stolze.
Como teoria, foram apresentadas as formas de obtenção de energia solar, suas aplicações e exemplos de alguns lugares onde já se utiliza essas técnicas para cozinhar e produzir eletricidade, e, pode acreditar, realmente funciona!
Muitas das técnicas já eram conhecidas desde o século 17 e servem para gerar energia elétrica – que pode carregar aparelhos portáteis e baterias para outros fins -; energia térmica – para aquecimento de água e outros; e o preparo de alimentos. Nossa capacitação foi focada no último, com a construção da nossa cozinha solar equipada com: Desidratador para: frutas, carnes, pescados, legumes e fungos.; Forno Solar (foto), que funciona com os mesmos princípios do efeito estufa; Parabólicas para cozimento em panelas; bolsa isolante para terminar o aquecimento, entre outros.
Arroz em cozimento no Fogão solar feito com papel laminado e caixa de papelão. Foto Rafael Daguerre
Ao final de tudo, os voluntários estavam mais capacitados a levar essas técnicas para seus grupos locais, podendo levar aos nossos Pontos Verdes, fazer oficinas em
escolas, universidades, e outros espaços. Contudo, o que mais pode ser aprendido desta experiência é que é possível se viver de maneira menos impactante, utilizando materiais simples, reciclados, recicláveis e abundantes na natureza. Com isto, podemos perceber o quão é possível – bastando querer pôr em prática –, nos desvencilharmos da nossa matriz energética atual, que está exaurindo nossos rios, nos contaminando com radioatividade, poluindo a atmosfera e devastando a vida na Terra. Estamos com a placa e sol na mão, basta sabermos aproveitar!
Mateus Felipe Tavares – voluntário do grupo local de Salvador

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Com a mão na massa

Se quisermos mostrar as pessoas que é possível viver de maneira mais equilibrada com o ambiente devemos adotar esses ideais na prática do dia a dia. No final da semana passada começamos a utilizar em nosso acampamento banheiros ecológicos e composteira.
O princípio básico do banheiro seco é a não utilização de água. Para a sua construção foi cavado um buraco no solo onde os resíduos ficam armazenados, a cada descarga de matéria orgânica é despejado um material de natureza básica (pó de serra com cinza) que se encarregara de neutralizar a acides da matéria orgânica, possíveis odores, além de criar um meio desfavorável para os coliformes fecais.
Quando o buraco atingir certo nível a estrutura deve ser trocada de lugar e ocupar um novo buraco, a sugestão é que se plante uma muda de árvore não frutífera no local. Para a construção do banheiro foi utilizada madeira de reuso e na parte estética foi feito um mosaico no chão com piso reaproveitado.

O esterco humano que pode apresentar problema sanitário, já a urina não, por isso foi também construído um mictório ecológico onde a urina é direcionada para o solo provendo nutrientes ao mesmo sem risco de toxicidade.
Outra etapa que já conseguimos concluir foi a construção de uma composteira, onde aproveitamos os resíduos orgânicos proveniente do descarte da cozinha. Foi reservada uma pequena área do terreno onde a matéria orgânica é depositada e por cima uma camada de folhas secas é acrescentada para ajudar a equalizar a relação de carbono e nitrogênio, permitindo também uma maior oxigenação da matéria e mais rápida decomposição formando por fim um composto (adubo natural).
Até breve!
Carolina Marçal dos Santos, 22 Green Reporter para o Fórum Social Temático.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Greenpeace e o Fórum Social Mundial

O próximo Fórum Social Mundial acontecerá agora em janeiro nos dias 24 a 28 aqui em Porto Alegre. Este ano o evento será temático abordando os tópicos “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental”.
Devido a proximidade com a RIO+20 - Cúpula da ONU para o Desenvolvimento Sustentável - que acontece em junho na cidade do Rio de Janeiro, o Fórum servirá também como um espaço de debate preparatório para a Cúpula dos Povos - reunião paralela a RIO+20 – que coloca a pauta ambiental em evidência e apresenta propostas alternativas àquelas apresentadas pelos governos
O fórum é um evento descentralizado que conta com grupos temáticos, grupos de trabalho e atividades auto gestionadas (nas quais organizações não governamentais, movimentos sociais e outros podem cadastrar atividades para compor a programação).
Participação do Greenpeace no Fórum Social Mundial:
O Greenpeace atuará no fórum através de um acampamento solar, que basicamente junta em um sítio o uso de tecnologias solares (cozinha solar, trailler solar, placas fotovoltaícas e chuveiro solar) e técnicas de permacultura (banheiro seco, mictórios ecológicos , composteira e reciclagem da água cinza).
O objetivo é mostrar para a comunidade, participantes do Fórum e demais visitantes que um outro futuro é possivel através da utilização de energias mais limpas e um modo de vida mais sustentável.
Para construção e instalação do nosso acampamento solar contamos com um grupo de aproximadamente trinta pessoas composto majoritariamente por voluntários do Greenpeace vindos de diversos cantos do Brasil.
Nesta semana estamos montando o acampamento solar. Na segunda semana passaremos por uma capacitação em tecnologias solares, e finalmente na terceira semana é quando o acampamento estará aberto para visitação, que acontece ao mesmo tempo que o Fórum Social Temático.
Assim como na COP 17, estarei contando um pouquinho da nossa experiência dentro no acampamento e no Fórum durante o mês de janeiro. Nos acompanhe.
Cristiane Mazzetti, 24 – Green Reporter para o Fórum Social Temático

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cada um fazendo a sua parte

Na terça-feira ensolarada de Durban o time de Green Reporters visitou o veleiro Pachamama. A tripulação é composta por uma família suíça que está no meio de uma expedição pelo globo que já dura nove anos. A família é composta pelo comandante Dario, sua esposa Sadine e quatro filhos que ainda não moraram em terra firme.
O projeto iniciado pelo casal foi de encontro com a demanda do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente que na época estava financiando um projeto para ir às escolas. O projeto foi transformado em uma organização sem fins lucrativos, chamada TOPtoTOP, patrocinada também pelo e Governo da Suíça. A organização conta com voluntários que acompanham a família em terra e mar.
Mas o que isso tudo tem de especial? O veleiro é alimentado basicamente por energia renovável, apresenta onze painéis solares e duas turbinas eólicas, além de utilizar as velas para locomoção. Dessa forma o gasto de combustíveis fósseis é quase nulo. Segundo Dario: “Quando o tempo está ruim utilizamos o vento para gerar energia, e quando está bom usamos as placas solares”, diz também que “temos que adaptar o nosso estilo de vida com as condições do clima”.

Dario, Sadine e seus quatro filhos no veleiro Pachamama. Fonte: http://www.sail-world.com

A missão da família é passar por sete picos nos sete continentes. Em cada parada fazem um trabalho de limpeza coletiva (a expedição já coletou em torno de 25 toneladas de resíduos), além de levar conhecimento relativo a mudanças climáticas para escolas e faculdades, sempre apresentando alternativas sustentáveis. O propósito da expedição é conscientizar e inspirar jovens a terem um melhor futuro e entender a importância de preservar a natureza.
Visitar a família foi muito inspirador, adorei a forma como eles trabalham as mudanças climáticas, não só pensando no problema mas sim nas soluções possíveis. Conversando com Dario ele nos mostrou que um outro estilo de vida é possível e isso me fez questionar sobre o meu estilo de vida, como podemos viver de forma mais coerente com as necessidades do planeta?
Espero que vocês também tenham a oportunidade de visitá-los. Eles estarão no Brasil em março de 2012, para saber mais sobre esta família e sua expedição veja o vídeo da nossa entrevista em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=AwDIMDC1qY8 , confira também a página da expedição: http://www.toptotop.org/index.php
Até mais!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

É a hora de sermos ouvidos!

Na manhã de segunda-feira estavámos em frente ao Protea Hotels protestando novamente “Ouçam as pessoas e não os poluidores ”. O local e data eram perfeitos pois o hotel recebia naquela manhã uma reunião do Conselho Mundial Empresarial para Desenvolvimento Sustentáve, evento que contava com a presença de representantes de grandes corporações poluidoras.
A campanha é baseada no novo relatório do Greenpeace “Who is Holding Us Back” (Os Responsáveis Pelo Atraso) que evidencia como alguns dos grandes poluidores tais como: Shell, BASF, ArcelorMittal, Eskom, KOCK, bhpbilliton e Tata, fazem um lobby pesado para travar acordos nacionais e internacionais que tentam mitigar e combater as mudanças climáticas.  
Na sequência, foi lançado o relatório “The Dirty Dozen in Durban” (O Dossiê Sujo de Durban) que trata de 12 corporações e associações que estão ajudando a adiar um novo acordo global para combater as mudanças climáticas aqui em Durban.  Você pode acessar os dois relatórios na integra em: http://www.greenpeace.org/international/en/publications/reports/Whos-holding-us-back/
O protesto em frente ao hotel contava com cerca de 50 pessoas, dentre elas voluntários do Greenpeace e representantes das organizações 350.org, Waste Pickers Alliance, Ground Work, Climate Action Network e South Durban Community Environmental Alliance.

Três fantasias chamaram a atenção pois representavam alguns líderes mundiais -Harper:primeiro ministros do Canadá; Congresso dos Estados UnidosBarroso: presidente da Comissão Européia - que tinham sobre suas costas porcos pretos segurando um cabresto, a cena simbolizava a influência dos grandes poluidores sobre as suas decisões.
Ao mesmo tempo um grupo de sete escaladores ocuparam pacíficamente o prédio e tentaram colocar um banner no edifício, mas antes mesmo de consegurem mostrar a mensagem (Ouçam as pessoas e não os poluidores) foram levados pela polícia.
Pensando que ativismo não deveria ser crime, foi triste e injusto ver aqueles ativistas serem presos e três deles deportados. Por outro lado a ação apresentou os reflexos desejados. Entregamos o relatório “The Dirty Dozen in Durban” para todos que estavam entrando e saindo do edifício e fizemos muito barulho com gritos de guerra e músicas.
Kumi Naidoo (Diretor Executivo do Greenpeace Internacional) entrou na reunião levando a nossa mensagem. Ao sair deixou claro que o protesto teve efeito dentro da reunião, e disse uma coisa muito interessante: “antigamente era muito difícil conversar com as corporações, mas que hoje em dias eles optam por ter Greenpeace na mesa para que não estejam no cardápio do Greenpeace”. Após terminar sua fala e contente com a ação, Kumi dirigiu-se para a Conferência para mais entrevistas.
No mesmo dia fomos proibidos de distribuir o relatório “The Dirty Dozen in Durban” na conferência, podemos traduzir que algum incômodo foi causado.  
Muito mais está por vir neste último dia de negociações. Nos acompanhe também em : http://www.facebook.com/YouthForRenewables
Até breve!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

COP - 17

Começou no início desta semana, aqui em Durban na África do Sul, a 17ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas (COP-17). Este é um momento crucial já que o Protocolo de Kyoto chega ao final de sua primeira fase em dezembro de 2012.
A situação é muito preocupante, já que os Estados Unidos declararam que não querem assinar o acordo até 2020, e o Canadá anunciou a sua intenção de sair do Protocolo já agora em dezembro.
As expectativas quanto à Durban são grandes, a COP-17 é dada como um momento decisivo no que tange esforços para combater as mudanças climáticas, visto que o Protocolo de Kyoto é o único tratado vinculante para a redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE’s). É necessário que ele seja renovado de forma justa e ambiciosa quanto às metas de redução.
Outra questão polêmica na Conferência de Durban é o estabelecimento do “Fundo Verde do Clima”, que tem como objetivo cortar as emissões e ajudar os países na adaptação quanto aos impactos advindos das mudanças climáticas. O fundo ainda não apresenta estrutura definida e aprovada pelas partes, isso indica que este assunto será mais um alvo de longas conversas entre os países.
Estou aqui em Durban fazendo parte de um grupo de oito “Green Reporters”, estamos acompanhando eventos, conversando com pessoas e organizações para trazer suas opiniões, mensagens e ações. Nosso time é formado por jovens de várias nacionalidades: Brasil, Alemanha, África do Sul e México.
As minhas histórias durante a COP serão relatadas aqui, você também poderá interagir curtindo a nossa página do facebook: http://www.facebook.com/YouthForRenewables .
Obrigada, e até breve!.
Cristiane Mazzetti, estudante de gestão ambiental, faz parte do time de Green Reporters na COP-17.