sábado, 6 de março de 2010

Política de Gerenciamento Costeiro em Pernambuco

 Ontem, dia 5 de Março, a Secretaria de Tecnologia e Meio Ambiente (SECTMA), realizou uma consulta pública para a criação da Política Estadual de Gerenciamento Costeiro, que objetiva a aplicação de melhores usos dos rescursos da zona costeira do Estado.

O documento final será apresentado ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), no dia 11 de março e levado posteriormente para Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Depois de concluída, a legislação guiará em cada município as regras sobre o espaço público para comércio e edificações, assim como para as áreas de preservação florestal na zona costeira.
Andrea Olinto, coordenadora do Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro (Gerco) explica que o litoral pernambucano é um dos mais densos do Brasil, ocupando um faixa de 187 km de extensão com vinte e um municípios. Outro fator a ser destacado por ela é a grande concentração de atividades econômicas, industriais e de recreação e turismo e conseqüentemente os impactos ambientais gerados por essas atividades.
Hélvio Pólito, Secretário executivo de meio ambiente do Estado, expôs sobre a importância de criação de polítcas públicas, e a  importância desse instrumento para ações futuras, e completou resaltando sobre a importância do trabalho, que deverá ser efetivado através de projetos de lei.

Veja notícia completa aqui.

Por: Mariana Barbosa

sexta-feira, 5 de março de 2010

Oceano borbulhando


O permafrost é um tipo de solo que contém grandes quantidades de gases de efeito estufa, felizmente este solo está congelado durante boa parte do ano em regiões do Ártico e as baixas temperaturas do local impedem que estes gases sejam liberados para a atmosfera... ... ... pelo menos impediam. Cientistas perceberam sinais de liberação de cem a mil vezes acima do normal desses gases na região do permafrost.

Uma notícia trágica para o planeta e uma evidência forte para mudar a cabeça de quem não acredita na urgência climática.

Confira matéria completa da Folha Online que compara o oceano Ártico com um grande copo de água com substância efervescente.



Postado por: Pedro Albuquerque

quarta-feira, 3 de março de 2010

Bom exemplo


Em meio aos dados alarmantes lançados pelo Ministério do Meio Ambiente relacionados ao desmatamento da caatinga (publicado em post anterior no blog), a pernambucana Ana Maria Caldas dá um exemplo "de que cada um pode fazer a sua parte"(como diz a Folha de PE em matéria) ao lançar a campanha "Construa uma Micro Floresta", iniciada por ela mesma sem nenhum incentivo financeiro visando o reflorestamento da área.
"O projeto prova que é possível recuperar uma área desmatada sem muito dinheiro, que é a realidade da maioria das cidades brasileiras", salienta Ana Maria. Segundo o projeto dela, as microflorestas devem ser implantadas em terrenos de dois a quatro hectares de extensão.
A construção das microflorestas poderia ser financiada tanto pelo poder público, com a doação do espaço, quanto pela iniciativa privada, que custearia o valor do adubo, das plantas e de todo o manejo necessário à implantação e cuidado da mata preservada. "Acho que o custo máximo, sem o valor do terreno, não chega a R$ 20 mil. E os resultados vêm rápido, com a volta de animais como pássaros, lagartos e insetos para esses ecossistemas", explica Ana. - Folha de Pernambuco -

O Jornal do Commercio também publicou reportagem sobre a campanha. Para conferir outros detalhes e acompanhar o trabalho de Ana:  http://anamariacaldas.blogspot.com/ .

- Postado por Raquel Lins -

Discutindo a construção de shopping na Tamarineira

A audiência pública que vai examinar o arrendamento do terreno do Hospital da Tamarineira para construção de shopping center na área deverá ocorrer no dia 24 de março, na Câmara de Vereadores do Recife, às 9h. A audiência é uma iniciativa das comissões de Direitos Humanos, Direito do Contribuinte e do Consumidor, presididos pela vereadora Aline Mariano (PSDB) e pelo vereador Daniel Coelho (Partido Verde).

Devem participar da audiência o Ministério Público de Pernambuco, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, os diretores da Santa Casa, a secretaria de Planejamento do Recife, o Cremepe, além de ONGS e representantes da sociedade civil organizada.


- Debate Virtual -

Enquanto isso, alguns blogs locais como o Acerto de Contas (link direto para página que relaciona todos os posts voltados ao assunto) e o Blog de Meio Ambiente do Diário de Pernambuco (Post 1 - Post 2) tem promovido o levantamento de questões acerca do tema e a troca de informações que tentam construir um maior entendimento a respeito dos possíveis transtornos que o empreendimento poderia trazer. Pierre Lucena e André Raboni (redator), criadores do primeiro, no programa de rádio que também desenvolvem, realizaram uma discussão sobre o tema com a presença do deputado Daniel Coelho, durante a qual avaliaram outras construções polêmicas como o Parque Dona Lindu, por exemplo, que segundo as imposições iniciais, deveria ter maioria de área verde (assim como o projeto do shopping apresenta) - o que não se verifica na finalização de sua construção. O download do programa está disponível em formato em formato mp3.

 - Postado por Raquel Lins -

Desmatamento na Caatinga atinge 45,39%



De acordo com notícia publicada pelo Estadão com base em informações da análise de imagens obtidas por satélite do primeiro monitoramento mais detalhado da região realizado pelo Ministério do Meio Ambiente "o desmatamento na Caatinga atingiu 16.576 quilômetros quadrados entre 2002 e 2008, o que corresponde a 11 vezes a área da cidade de São Paulo. Da cobertura original do bioma (considerado o único exclusivamente brasileiro) - que é de 826.411 km² -, 45,39% da área já foi desmatada, o equivalente aos territórios dos Estados do Maranhão e do Rio somados".

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, demonstrou preocupação, ressaltando que "proporcionalmente, o desmatamento destes anos no Nordeste é do mesmo tamanho da devastação da Amazônia, para um bioma que é muito mais vulnerável e será muito mais afetado pelas mudanças no clima."

O uso da mata nativa para fazer lenha e carvão é apontado como uma das principais causas do desmatamento. "O carvão vai para siderúrgicas em Minas Gerais e no Espírito Santo; a lenha é utilizada em polos gesseiros e de cerâmica no Nordeste. Não haverá solução para a defesa da Caatinga sem mudar a matriz energética, sem levar, por exemplo, pequenas centrais hidrelétricas, energia eólica, o gás natural para o polo gesseiro, disse Minc".

A análise dos dados mostra ainda que o perfil do desmatamento da Caatinga é diferente do que ocorre na Amazônia e no Cerrado - é mais pulverizado, o que dificultaria o combate.

- Postado por Raquel Lins -

terça-feira, 2 de março de 2010

Colóquio sobre Sustentabilidade Urbana na UFPE

O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da UFPE (MDU-UFPE), em parceria com o Instituto de Urbanismo de Paris (IUP), está promovendo esta semana uma série de atividades relacionadas à sustentabilidade das cidades, com destaque para o II Colóquio Franco - Brasileiro sobre a cidade sustentável, na quarta-feira (4), no Centro de Artes e Comunicação (CAC).

A programação pode ser conferida aqui.

- Postado por Raquel Lins -

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Impacto sobre a pesca de PE



No último dia 24, o JC Online, publicou sobre pesquisas científicas  que estariam acontecendo na costa Pernabucana, supostamente de forma indevida.
O Ibama investiga a empresa CGG Veritas, por terem descumprido as recomendações  de não atuarem com seus navios, que fazem prospecção de petróleo na região onde ficam os chamados paredões, região onde ocorre a quebra do talude, o fim da plataforma continental.
Os pescadores da região fizeram a denúncias de que a cia teria mandado retirar imediamente todos os barcos que atuavam na região, para realização de pesquisas sísmicas na região do Pina e Brasília Teimosa.
Segundo dados da Pesquisadora da UFPE, Beatrice Padovani do Depto de Oceanografia, essa região é rica em peixes, e nessa época do ano (Dezembro a Fevereiro), algumas espécies migram para a área de quebra do talude em todo litoral nordestino, por razões que, segundo ela, ainda estão em fase de estudo.

Uma notificação, orienta a empresa a fazer um plano de compensação aos pescadores afetados pelo veto à atividade pesqueira, e recomenda a empresa Carioca, a não impedir a pesca até uma profundidade de 50 metros. Caso seja confirmada a denúncia dos pescadores, de que a empresa desobedeceu as normas, a mesma terá de pagar multa que pode variar entre R$ 500 mil a R$ 10 milhões. Porém o representante da empresa, garante que foram seguidas sem erros, todas a recomendações do Ibama.

Agora, é esperar e ver onde isso vai chegar!

Por: Mariana Barbosa